Biblioteca do PeregrinoJosé Monir Nasser
E32505
Esquemas Aristotélicos · nº 54

Silogismo

EXPEDIÇÕES PELO MUNDO DA CULTURA

Esquema Aristotélico nº 54

Silogismo

(segundo definição do livro "Analíticos Posteriores")

1. Definição

“Silogismo é um discurso (isto é, um raciocínio) no qual, postos alguns dados (isto é, premissas) segue necessariamente algo diferente deles, pelo simples fato de terem sido postos. E com a expressão “pelo simples fato de terem sido postos” entendo o que se segue por força deles e, ulteriormente, com a expressão “o que se segue por força deles”, entendo o fato de não precisar de nenhum termo estranho em acréscimo para que tenha lugar a necessidade.”

2. Estrutura do Silogismo

Se todos os homens são mortais e se Sócrates é homem, então Sócrates é mortal.

Premissa maior Premissa menor Conclusão

Termo médio Termo médio Extremo menor Extremo maior

3. Modos de Silogismo (segundo as diversas posições do termo médio)

Termo Médio

Premissa Maior

Premissa Menor

a. Sujeito (S)

Predicado (P)

“Se todos os homens são mortais e se Sócrates é homem, então Sócrates é mortal.”

b. Predicado (P)

Predicado (P)

“Se um morcego é um mamífero e se nenhum pássaro é mamífero, então nenhum morcego é pássaro.”

c. Sujeito (S)

Sujeito (S)

“Se nenhum mamífero é pássaro e se algum mamífero é animal que voa, então algum animal que voa não é pássaro.”

4.Tipos de Silogismo

Definições

Foco

a. Silogismo formal

Demonstra a estrutura da inferência, prescindindo do conteúdo da verdade das premissas. Analíticos Anteriores

Forma

b. Silogismo científico ou demonstração

Além da correção formal da inferência, considera também o valor da verdade das premissas. Fundado em axiomas. Analíticos Posteriores

Conteúdo

c. Silogismo dialético

As premissas são prováveis, isto é, fundadas na opinião. Tópicos ­­

Conteúdo

d. Silogismo erístico

Fundados em premissas que parecem fundadas em opinião, mas na verdade não são, ou fundados em paralogismos. Refutações Sofísticas ­­

Conteúdo

Fonte: Reale, Giovanni. Aristóteles. Tradução de Henrique Cláudio de Lins Vaz e Marcel Perine. São Paulo, Editora Loyola, 2007.