Desvios de conduta
EXPEDIÇÕES PELO MUNDO DA CULTURA
Esquema Aristotélico nº 11
Desvios de Conduta e de Caráter na Ética a Nicômaco
grego | kakía | akrasía | theriótes | ||
E.C.B.B. | vício | intemperança | bestialidade | ||
W.D.R. | vice | incontinence | brutishness | ||
M.G.K. | deficiência moral | incontinência | bestialidade | ||
E.B. | vício | desregramento | bestialidade | ||
O que é | Falha na medida. Falta de virtude. | Falta de deliberação* ou deliberação baseada em conhecimento precário (doxa). | Excesso de vício ou extravasamento dos limites da natureza. | ||
Oposição | O homem virtuoso procura o justo meio enquanto o vicioso delibera pelo vício. | O temperante (egkratés) domina o que seduz o homem comum, o akratés é dominado pela busca do prazer. | O homem normal que excede dentro do limite humano, sem parecer um animal. | ||
Como se manifesta | Por excesso ou por falta. | Absoluta – referente a todos os prazeres. Relativa – referente a certos prazeres. | Por disposições bestiais: • Pela natureza, como o • Pela doença, como as • Pelo hábito, como a | ||
Como se cura | O vicioso é incurável porque não se arrepende. O vício é crônico. | O desregrado sente culpa e se arrepende, a não ser que seja obstinado (teimoso, estúpido ou rude). O descontrole é intermitente. | |||
*Aristóteles define o akratés, conduzido pelas paixões, como o oposto ao alguém que decide fazer errado.
Fonte: Aristóteles, Ética a Nicômaco, tradução de Edson Bini. São Paulo/Bauru: Edipro, 2007.
Aristóteles, Ética a Nicômacos, tradução de Mário da Gama Kury. Brasília, Ed. UNB, 2001.
Aristotle, Nicomachean Ethics, tradução de W. D. Ross. Princeton.
Bittar, Eduardo C. B. Curso de Filosofia Aristotélica. Barueri, Ed. Manole, 2003.